domingo, abril 14

Hoje amanheci assim: Devaneios




Devaneios

Habito o poema dias, noites
e  até nas madrugadas
Ás vezes armo uma rede
com varandas e
ouso fazer
das entrelinhas
o avesso das minhas palavras.

Às vezes navego, sem barco
a_mares, sem lemas, sem penas
tão-somente poema.

Às vezes faço convites
e anseio caravanas
mas na verdade
a poesia me basta.

Fatima Mota 
14/04/2013

terça-feira, março 26

Cura e Esperança


Cura

Porque a poesia é bálsamo
e a palavra é santa
restaura o seu dia
e equilibra o seu pranto.

Porque o diálogo é bendito
e o silêncio infinito
lapida o fiel pensamento
... e adoça o ego, suave carícia.

Porque o amor é sutil
e a compaixão benfazeja
re_coloca a paz no lugar
onde o coração almeja.

Porque ser humano é condição
_ e de estilhaços a vida anda cheia.

Fátima Mota




Esperança

Porque a angústia de ontem

é a alegria de hoje,

reverbera na mansidão da nossa fala.

 

Porque a cura assentou-se na sala de estar

e o coração já não soluça

e a solidão  não deita nos travesseiros.

 

Porque a palavra salvou o desencanto

e dos olhos escorregaram estrelas

alumiando o dia.

 

Porque da  boca  escorreram versos

poemas de encantamento

_ amanheceu poesia.

 

Porque o amanhã já se tornou o outro dia

e a esperança bateu à porta.

- É hora de convidá-la à mesa.

Fátima Mota