quarta-feira, setembro 17

Vontades


E a noite seria bem vinda
se todos os segredos adormecessem as consciências.
Se a clara manhã não fosse vã
e a esperança nos trouxesse a alegria

E a tarde seria tão mansa
a vida seria mais terna
com menos pedras   lançadas
- a paz seria brinquedo de pequeno alcance.

E se o dia nos chegasse sem dores
 se flores fossem regadas
a messe seria mais bela
ainda que não existisse a  primavera.

 O coração seria o cais de palavras
- nunca de pedra.

quarta-feira, setembro 10

Cais de pedra



Quero a noite densa
para acolher meus  pensamentos
com todas as suas cláusulas
e contratempos.

Quero  a suave brisa
Nesse abraço liso
Cheio de chegadas
E saudade re_partidas.


Quero um rio_mar
Doce ou salgado
Anistia  de lágrimas e risos. 


Quero um anjo alado
Caído no meu quintal
Um anjo vassalo
Que me encontre desavisada
- só por essa vez-
um anjo só meu.


Quero um porto sem navio
Onde escrevo nas paredes
Um poema concreto
- sem meio ou fim_
poema de cais de pedra.




domingo, agosto 31

O recreio da escola

Quando a sineta tocava
O pátio se coloria 
Corríamos para brincar 
Entre gritos de alegria. 

Diferentes guloseimas 
Na lancheira não faltava 
Brigadeiro e sanduiche 
Bolo, suco e goiabada. 

Pirulitos e balinhas 
De hortelã e canela
De tudo o que eu mais gostava
Dava a menina mais bela. 

Nos olhos daquela menina 
Duas estrelas anis 
Em céu de algodão doce 
Um menino era feliz.

 Fátima Mota