Há dias que a vida brinca
de pega-pega
amar_e_linha
então saltamos entre Céu e Terra
com ares de pipas, festivais
barcos de jornal, aventura
de seda papel, quimeras em dobradura.
Há dias que a vida tá no poço
e quem for esperto encontre
o tesouro pra não levar bolo.
Dias de rotina gris e pensamentos vis.
Há dias que a lágrima seca e olho gruda
nas teias arranhando sentimentos
outros mormaços alagam nascentes de correr riachos.
Há dias que a natureza é festa e tua boca mel
onde colibri bate asas de anjo caído.
Dias de festa... dias de dor
de flor, de lis, de giz
de traços em preto e branco
e telas sem o dom do artista.
Dias de partidas e chegadas,
estações e rodovias
aéreos portos
sem trem ou pouso.
Há dias de cantatas e fados
De apreciar os clássicos
outros de rap_dura até a sobremesa farta.
Sei lá... de entender, prefiro
ultrapassar momentos
quero viver todos os dias
como se fossem únicos.
sexta-feira, julho 29
segunda-feira, julho 25
Lida
Lá vem a vida
cobrando o amor
de cada dia
castrando a melodia
e esfregando na cara
as incertezas.
Lá vem o dia
cobrando a despedida
em cada verso
em atos de ousadia
mistura de quimeras
e antecipações.
Lá vem a vida
com pote sem rodilha
degustando a saliva
e tatuando escaras n’alma.
Lá vem a noite sem rebeldia
enquanto o desejo cobiça
que a dor não mate a esperança.
Fatima Mota
domingo, julho 24
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